Diverticulite Aguda


A abordagem conservadora e o tratamento minimamente invasivo se impõem como a abordagem moderna para essa grave complicação


Quase um terço da população desenvolve divertículos no intestino grosso por volta dos 50 anos de idade e dois terços por volta dos 80 anos.

A diverticulite é uma doença tipicamente ocidental.


Estima-se que em no máximo 20% dos casos, pacientes que têm divertículos no intestino grosso terão sintomas da doença.

No entanto, não é possível predizer quem vai ter uma crise leve (vasta maioria), e quem padecerá de uma crise grave (relativamente rara).

Nas crises graves, ocorre perfuração do divertículo que pode evoluir para a formação de um abscesso ou de uma infecção disseminada por todo o abdome: a peritonite. Ambos os casos merecem atendimento médico hospitalar imediato conduzido por equipe de especialistas em Coloproctologia.

No entanto, o manejo da diverticulite aguda exibe duas evoluções recentes:

  1. tem sido mais frequentemente conservador, e

  2. também sido realizado por via de acesso minimamente invasiva

A evidência científica recentemente revisada por McDermott e cols. (veja referência abaixo) confirmou a possibilidade através de experiências publicadas, de tratar com amplo sucesso crises de diverticulite sem antibióticos e sem necessidade de internação, o que já é praticado por nossa equipe há bastante tempo.

A internação hospitalar está reservada portanto para os casos onde sabidamente ocorreu uma perfuração, para os pacientes muito sintomáticos, que não melhoraram após a abordagem inicial sem internação e, obviamente, para os que precisarão de cirurgia.

Há confirmação da evidência científica preliminar sobre a possibilidade de uma abordagem conservadora por videolaparoscopia e sem necessidade de remover o cólon sigmóide durante a fase aguda da diverticulite.

Em pacientes selecionados, sem contaminação fecal da cavidade peritoneal, a videolaparoscopia com aspiração do pus e a lavagem da cavidade vêm sendo empregada com segurança e com bastante sucesso. No entanto, estudos maiores se fazem necessários e estão atualmente em andamento.

McDermott e cols. Centre for Colorectal Disease, St Vincent’s University Hospital, Dublin, Irlanda. Brit J Surg 2013; doi: 10.1002/bjs.9359. [Epub ahead of print]

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