Dúvidas dos Pacientes

211 Comentários

  1. Há dois meses fui internado com crise de diverticulite. Tinha muita dor no lado esquerdo e tive febre. Fiquei internado cinco dias tomando soro e remédios pra dor. Tomei antibióticos em casa por mais quinze dias. O médico disse que pela minha idade (tenho 46 anos), tenho que operar.

    • Olá. Bem, a idade isoladamente não deve mais ser tomada como critério único e suficiente para indicar a cirurgia. Já há algum consenso sobre isso. Sua pouca idade indica apenas que estatisticamente você, se comparado a um indivíduo mais velho, tem maior risco de desenvolver uma nova crise. O conceito de que indivíduos mais jovens tem maior risco de ter cirses mais graves hoje parece carecer de fundamento. Embora sim, a cirurgia seja excelente para a prevenção de novas crises de diverticulite (afinal é disso que estamos tratando aqui, uma vez que sua crise já resolveu após uma internação) sobretudo porque pode ser adequadamente realizada empregando uma técnica minimamente invasiva (a videocirurgia), ela não é isenta de complicações. O que usamos hoje para definir se um paciente que teve uma ou mais crises de diverticulite se beneficia de uma cirurgia preventiva são: 1. A intensidade da crise que você teve (documentada pela necessidade de internação e também pelos achados na tomografia); e, 2. Se você tem sintomas abdominais mesmo quando não está em crise. Isso precisa ser reavaliado pelo especialista que te assiste.

  2. Tenho 55 anos. Já fui operada de cistos no ovário e endometriose mais de uma vez. Na última cirurgia a médica fez também a histerectomia. Sempre tives fortes dores no pé da barriga e intestino preso. Isso agora piorou muito. Como bastante legumes e verduras e tenho muitos gases. Isso pode ser aderências? Por favor alguém me ajude. Preciso de resposta urgente

    • Boa noite. Após ler sua dúvida, devemos focar na possibilidade de você ainda ter endometriose, no fato de que qualquer cirurgia pélvica gera aderências, e no fato de sua constipação ter piorado após a cirurgia. Você precisa realizar uma nova avaliação ginecológica para descartar a possibilidade de endometriose. Aderências sempre se formam após qualquer cirurgia. Não acredito que elas possam ser a causa da dor que você tem. Você deve pensar em endometriose e constipaçãoo. Infelizmente, a realização da histerectomia pode ter piorado a constipação. Gases e distensão abdominal fazem parte da síndrome da constipação. Portanto recomendo a você descartar endometriose e tratar a constipaçãoo com um proctologista de sua confiançaa. Se o tratamento da constipação diminuir a dor e os gases, teremos acertado. Creio também que você deverá utilizar laxantes para tratar a constipação. Não os laxantes formadores de bolo fecal que irão aumentar sua sensaçãoo de gases mais sim laxantes osmóticos.

  3. Tenho algumas peles saindo pelo ânus. Quando vou ao banheiro, sai sangue em pequena quantidade. Gostaria de saber se posso operar. Isso são hemorroidas? Posso fazer cirurgia de congelamento?

    • Boa noite. Bem, as peles saindo pelo ânus podem ser hemorroidas ou plicomas anais. Se estão incomodando ou atrapalhando a higiene, o tratamento é o mesmo: cirurgia. Sim, você pode operar. Quanto ao sangramento, ele merece investigação com médico proctologista. A critério dele você fará a retossigmoidoscopia e eventualmente uma colonoscopia. O objetivo da colonoscopia é descartar uma causa de sangramento anal não relacionada a doença no ânus, como um pólipo, por exemplo. Com relação à cirurgia de congelamento de hemorroidas, sim, você pode faze-la. Há alguns proctologistas com boa experiência com essa modalidade de tratamento. No entanto, a evidência científica sobre a eficácia desse tratamento seja discutível o que leva a maioria das sociedades de especialidade no mundo não mais considerar essa modalidade de tratamento conservador uma modalidade válida.

  4. Tenho doença de Crohn. Já fui submetido a duas cirurgias. Uma delas foi de emergência. Os médicos disseram que era apendicite. Estou usando azatioprina dois comprimidos por dia. Sinto dores no lado direito do abdome. Gostaria de saber por quanto tempo vou tomar esse remédio.

    • A apresentação da doença de Crohn de localização ileocecal, isto é, no íleo terminal e no ceco, imitando uma apendicite aguda é bastante conhecida. Muitas vezes, em algumas situações fica difícil diferenciar entre as duas condições e somente uma alto índice de suspeita e o seguimento do paciente nos permite realizar o diagnóstico precoce da doença de Crohn, o que é muito importante. A sua segunda cirurgia, muito provavelmente foi a remoção do íleo terminal e do ceco, acometidos pela doença. Sim, eu concordo com a indicação do uso da Azatioprina no seu caso. Embora seja necessário conhecer outras variáveis do seu caso como idade, outras doenças e pesquisar por outras localizações da doença de Crohn. Outro aspecto importante é que a azatioprina é um imunossupressor associado a alguma toxicidade. Você tomará azatioprina pelo tempo em que ela for eficaz. Isso significa que se ela manter a doença sem atividade e sem efeitos colaterais, você continuará utilizando. Anemia, hepatite e pancreatite podem ocorrer e exame de sangue são necessários com alguma periodicidade. Você deve também conhecer o risco de desenvolver algumas infecções e linfoma. Esse risco é muito baixo porém deve ser de seu conhecimento. Quanto à dor abdominal, isso exige uma investigação diagnóstica completa. Procure com brevidade seu médico e solicite a ele que faça isso. Essa investigação deverá incluir exames de sangue, colonoscopia e tomografia de abdome.

  5. Fiz cirurgia de hemorróida há mais ou menos 10 meses. Há 15 dias venho reparando que há um pouco de sangue no papel quando me limpo e o ânus fica um pouco ardido. O que pode ser? Pode ser que a doença voltou? Posso fazer ligadura elástica?

    • Bem, antes de mais nada você precisa de uma avaliaçãoo proctológica completa. Uma fissura anal residual ou pequena já que você sente um ardido. Outra coisa é que é importante verificar se não estamos lidando com outra doença como um pólipo retal que possa estar sangrando. Aparentemente não, pois o sangramento ocorre durante a higiene anal. De qualquer forma é importante verificar se você se submeteu a uma colonoscopia antes de se operar. A chance de ser uma manifestação de doença hemorroidária existe mas é pequena uma vez que a hemorroidectomia é a opção mais eficaz para o tratamento da doença hemorroidária, sobretudo se você operou com um especialista experiente. Você poderá ser submetido a ligadura elástica sim. Se for o caso de pequenas hemorroidas internas serem identificadas.

  6. Após quase um mês com diarreia e colicas decidi procurar um médico grastro. Ele me receitou antibióticos e pediu o exame de coloscopia. O médico da clínica que fez o exame disse que encontrou um polipo no intestino mas que não retirou para não correr risco de sangrar. Mas disse que eu poderia fazer de novo o exame em um hospital pra retirar o pólipo. Disse que não era problema. Voltei no meu médico e ele me disse que isso podia acontecer. E me pediu o exame de novo. Se o médico da clínica disse que não era problema, por que ele não tirou o pólipo? Como é a cirurgia para retirar o pólipo? Obrigada.

    • Boa noite. Pois bem, essa não é uma ocorrência incomum. Quando o médico colonoscopista identifica um pólipo durante a colonoscopia e esse pólipo é passível de ressecção endoscópica (não existe nenhuma contraindicação relacionada ao paciente ou à lesão que impeçam a polipectomia), ele deve faze-lo. Porém, a ausência de condições de tratar do paciente em um caso de complicação secundária à retirada do pólipo podem levar o médico também a não fazer o procedimento. As principais complicações associadas à remoção de pólipos do intestino grosso durante a colonoscopia são o sangramento e a perfuração. São complicações raras e sua ocorrência depende de algumas variáveis como o tamanho do pólipo, sua localização e técnica da polipectomia. Se o médico que realizou seu exame avaliou a situação e entendeu que você deveria fazer uma nova colonoscopia para retirar o pólipo em um hospital, em última análise, ele zelou por você, mesmo você tendo que repetir o preparo e pedir mais um dia de licença no seu trabalho. Da próxima vez, peça uma indicação de médico ou local para realizar o exame para o especialista que indicou a realização da colonoscopia. Quanto à necessidade de cirurgia para remover alguns pólipos, isso ocorre mais frequentemente para os pólipos grandes, quando a remoção endoscópica está associada a um grande risco de ser incompleta, ou ainda associada a um grande risco de complicação. Uma outra indicaçãoo de operar é quando há evidências de que o pólipo é na realidade um câncer ou abriga um câncer. Nessas situações, a cirurgia a ser realizada é a remoção do segmento que abriga o pólipo cirurgicamente e preferencialmente através da videolaparoscopia.

  7. Meu marido foi diagnosticado com cancer retal T3 N0 Mx fez uma cirurgia e depois de 06 meses teve uma reicidva local na anastomose. Gostaria de saber neste caso, qual seria o melhor tratamento indicado neste caso. Seria uma nova cirurgia? ou qual outro tratamento? colostomia?

    • Vamos lá
      Se seu marido NÃO foi submetido a quimio e radioterapia antes da cirurgia, talvez esta seja uma opção ANTES de submete-lo a uma nova cirurgia.
      Não que ela não venha a ser necessária.
      Mas é que, face à recidiva, a radioterapia deverá ser empregada.
      Sendo então necessária, melhor para o paciente faze-la ANTES de uma nova cirurgia OK?
      Já com relação à necesidade de uma colostomia definitiva, tudo depende do tamanho e da localização da recidiva.
      Se a anastomose está distante do ânus, a cirurgia de resgate (novamente, APÓS radioterapia) não precis incluir o ânus. Dessa forma teoricamente é possível fazer uma nova anastomose, preservar o ânus e proteger temporariamente essa anastomose com uma ILEOSTOMIA temporária.
      Caso a recidiva seja grande em uma anastomose muito próxima ao ânus, vale o contrário: seria necessário remover o ânus a fim de garantir uma cirurgia verdadeiramente radical.
      OK?
      Espero ter ajudado.
      Muito boa sorte para vc e seu marido.
      À disposição.

  8. Minha mae realizou uma colonoscopia e foram retirados varios polipos, um deles media 1,5 cm e estava com um aspecto acinzentado, foi feita biopsia, e o resultado foi adenocarcinoma moderadamente diferenciado grau II ulcerado infiltrando. Eixo de estrutura polipóide. ELa precisara fazer outro procedimento? Isso é grave?

    • Prezado(a)
      Sua mãe teve um câncer de intestino tratado endoscopicamente.
      Quando isso ocorre, o risco é o de haver metastáses linfonodais.
      Isso significa que as células malignas deixaram as camadas da parede intestinal e atingiram via linfáticos, estruturas distantes do intestino chamadas de linfonodos, antigamente chamadas de gânglios linfáticos!
      Se nós estimarmos que o risco de que isso ocorra é alto, ela precisa remover cirurgicamente o segmento do intestino que abrigava o pólipo.
      E isso é melhor feito hoje em dia por videolaparoscopia.
      Somente um coloproctologista ou um cirurgião especializado poderá levar em conta os resultados de biópsia e o risco cirúrgico para decidir adequadamente se será necessária uma operação ou não para garantir a radicalidade do tratamento.
      No caso de não se decidir por nova operação, sim, será necessária uma nova colonoscopia em pelo menos 3 meses.
      OK?
      Procure um bom especialista de sua confiança.
      Atenciosamente.

  9. Tive um abscesso anal pela primeira vez, fiz a drenagem logo tudo ficou bem. porem na semana voltou a aparecer. É normal o retorno do abscesso? Devo fazer algum exame especifico, alem da colonoscopia que já fiz? Existe alguma ligação com doenças mais graves? Desta vez o mesmo vazou sozinho alguma preocupação?

    • O diagnóstico agora é o de uma FÍSTULA anal.
      Que é a evolução da maioria dos casos de abscesso anal.
      O abscesso é a fase aguda da doença. A fístula é a fase crônica.
      O que ocorre é que o pertuito até a pele que a comunica com o interior do reto e que serviu de caminho ao pus na fase aguda não se fecha espontaneamente quase nunca.
      E o resultado é que é necessária uma cirurgia para corrigi-lo.
      Toda fístula é de tratamento cirúrgico.
      Não é que o abscesso voltou…é a evolução natural da coisa.
      Quanto ao tratamento cirúrgico da fístula, sim, ele está indicado. Mas você deve procurar um bom especialista pois existem cuidados que devem ser tomados objetivando conseguir bons resultados no que se refere a cura da doença e à manutenção da perfeita continência anal (capacidade de segurar as fezese gases).
      Você precisa retornar ao proctologista de sua confiança para que ele confirme o diagnóstico e indique a cirurgia.
      Att. e obrigado pelo email.

  10. O problema é mais ou menos assim: vou ao banheiro, evacuo, tenho o cuidado de me limpar muito bem, só que das outras vezes que vou urinar me seco normalmente e passo o papel higiênico no ânus também, e para minha surpresa o papel higiênico sai sujo de fezes como se eu tivesse evacuado. O que vem a ser isso? Será que estou com flacidez ou esses sintomas são sinal de alguma doença. Gostaria de uma orientação.

    • As hipóteses diagnósticas são exatamente as que você levantou:
      1. Ou vc tem hemorróidas externas que estão dificultando sua higiene, ou
      2. Vc tem algum grau de incontinência anal que pode sim estar relacionada a seus antecedentes obstétricos
      Um simples exame proctológico que é feito numa consulta com o médico proctologista, sendo rápido e fácil e sem necessidade de preparo pode esclarecer essa dúvida.
      Att. e obrigado pelo email.

  11. Oi gostaria de saber se tem algum remedio alguma coisa que possa controlar essa doença diverticular pancolônica. Do que ela surge? Há cirurgia? Ou tem algum remedio que possa tomar pra combater essa doença

    • Não há remédio.
      A minoria dos pacientes evolui com constipação.
      Não existe uma causa conhecida mas entende-se que idade e constipação intestinal contribuem para o aparecimento dos divertículos do intestino grosso.
      O objetivo do tratamento clínico é evitar a constipação através de uma dieta de fibras, legumes verduras, cereais e água.
      Se possível, alguma atividade física após avaliação médica certamente ajuda.
      Não há necessidade de cirurgia, somente na complicação, a diverticulite ou o sangramento.
      Ambos são raros para quem nunca sentiu nada.

  12. Comecei a ir ao banheiro 05 a 06 vezes por dia,e um dia até 12 vezes ,com colicas,fiz a colono em abril de 2010, deu alterações leves inespecificas,fazendo a biospia, ausência de magnidade e parasitas no presente material. Até hoje o que o médico me deu foi Lonium, que não adianta muito, nem Duspatalin. Qual é sua opinião?

    • Olá,
      1. Se o resultado de sua colonoscopia com biópsias foi o de um exame normal e de colite inespecífica na biópsia, é ainda difícil dizer que vc tenha uma colite mesmo. O diagnóstico definitivo de uma colite crônica baseia-se na entrevista, na colonoscopia e na avaliação de exames como a biópsia e exames de sangue.
      2. Foi ótimo ter feito exames para vermes e parasitas,
      3. Ainda resta investigar o intestino delgado com exames especializados como o trânsito intestinal e eventualmente discutir a ralização da cápsula endoscópica
      4. Por último, se estivermos convencidos que de fato vc não tem colite mesmo, talvez medicações específicas para a síndrome do intestino irritável possam ser iniciadas com o objetivo de avaliar a respost em 30 dias.
      Atenciosamente e obrigado pelo email.

  13. Estou com uma pessoa que tem câncer no reto. Está com 6 cm. Como se inicia o tratamento? Será que tem que começar com a quimio e radio juntos? Pois diagnosticaram a começar por esse tratamento antes da cirurgia, e irá fazer durante um mês todos os dias. A pessoa já tem 61 anos e tem dificuldade de se alimentar. A pessoa está querendo desistir pois está com medo de ficar muito debilitada e não resistir ao tratamento. Gostaria de saber qual a melhor decisão, há possibilidade de cura nessa idade?

    • Pois bem, nessa localização muito provavelmente o tratamento deverá envolver radio e quimioterapia.
      É necessário confirmar o estadiamento através de uma ressonância magnética.
      Com relação a se ele vai tolerar o trtaamento, depende de avaliação especializada antes da indicação do tratamento.
      É razoável supor que se o tratamento foi indicado em conjunto pelo cirurgião, radioterapeuta e oncologista, provavelmente seu paciente reúne condições.
      Sim, é claro que há possibilidade de cura.
      Atenciosamente e obrigado pelo email.

  14. Estou grávida de 20 semanas, e estou com um abscesso no ânus, porém, é interno e que está drenando pus conforme eu coloco bolsa de agua quente por varias horas no local. Já tomei antibiótico por 2 vezes e o inchaço é persistente. Apesar de ser portadora de Crohn, estou bem debilitada, e ñ consigo curtir minha 2ª gestação.

    • Importante verificar que já houve drenagem de pus, correto?
      Se já drenou, tanto melhor.
      O que vc parece precisar é de um bom exame local feito por um bom especialista.
      Se vc está com febre, isso não é muito bom.
      Outra coisa que não é boa é a pele avermelhada ao redor da drenagem. Se estiver assim, isso indica celulite (processo infeccioso da pele e do tecido subcutâneo ao redor da loja). E aí é necessário avaliar se a drenagem está adequada ou se é necessário complementa-la. Por isso a necessidade de ir a um bopm especialista com alguma pressa.
      Examinar bem o local e eventualmente ampliar a drenagem sob sedação pode ser uma opção, OK?
      Atenciosamente e obrigado pelo email.

  15. Fiz uma colonoscopia e não foi possivel transpor a região do ângulo hepático devido a redundância acentuada do sigmóide, que dificultou a progressão do aparelho. Daí a conclusão do exame foi dentro da normalidade até o angulo hepático e dolicocólon acentuado. Gostaria de saber que exame fazer para saber se tá tudo bem com o restante do intestino.E se pode ter alguma complicação que não me foi esclarecida.

    • Há outras alternativas para poder examinar os segmentos de intestino grosso que não puderam ser examinados.
      Inclusive repetir o exame.
      O fato de o exame ter sido incompleto não significa doença alguma e portanto você não deve se preocupar desde que tenha sido submetida a exame em um local adequado e por médico experiente.
      O próximo passo é decidir com o médico especialista de sua confiança qual exame fazer.
      As outras opções são a colonoscopia virtual e o enema opaco. O primeiro significa realizar uma tomografia com preparo de intestino e insuflação de ar no interior do intestino durante o exame. O segundo é uma radiografia contrastada do cólon e do reto após introdução de um meio de contraste no interior do reto.
      Atenciosamente e obrigado pelo email.

  16. Boa tarde. Gostaria de esclarecer algumas dúvidas que tenho sobre a cirurgia de colectomia total. Na verdade minha dúvida é sobre a recuperação, o pós-operatório. Quais são os pontos negativos da recuperação e como é a vida de um paciente após esse tipo de cirurgia. Aguardo o retorno e desde já muito obrigada pela atenção!

    • O pós-operatório de uma cirurgia de colectomia total com preservação do reto depende de algumas coisas.
      A principal é a idade e a função do ânus.
      O pós-operatório imediato, sendo a cirurgia feita por videolaparoscopia, que é a nossa prática usual, é relativamente tranquilo. A cirurgia demora umas 3 noras e o paciente fica internado uns 5 dias.
      A dor é pouca e na nossa experiência o risco de infecção é muito baixo.
      É muito difícil dizer quantas vezes o paciente vai evacuar.
      No início, muitas, mais tarde algo entre 3 e 6 evacuações por dia mas é difícil precisar.
      O importante é que se o ânus estiver OK, não haverá incontinência, issso é, a perda involuntária de fezes. E podemos lançar mão de remédios para diminuir o número de evacuações se isso for necessário.
      Atenciosamente.

  17. Tenho 27 anos e tenho fissura anal. Já faz mais ou menos 3 meses que tenho dificuldades com este problema. Já fui em 2 médicos que me indicaram tratamento. Minha alimentação é rica em fibras, frutas, verduras e legumes. Faço uso de pomada e banho de assento todos os dias. Todos os dias que vou ao banheiro, após a evacuaçaõ, a dor é intensa e muito forte. Já não sei mais o que fazer, pois este problema está interferindo em minha vida social e profissional. O que devo fazer? Será que meu caso é cirurgico? Obrigada desde já.

    • Sim.
      Acho que o caso deve ser provavelmente cirúrgico.
      Cabe comprovar o diagnóstico e avaliar o grau de hipertonia anal numa consulta com proctologista de sua confiança.
      Se você tem evacuado corretamente, parece-me que vc é candidata a cirurgia sim. E com bons resultados.
      Atenciosamente.

  18. Gostaria de saber se há tratamento para fissura anal por laser, pois a dor é intensa, ainda não esta sangrando, fiz há quatro meses cirurgia de próstata radical,e agora apareceram fissuras onde esta me dificultando evacuar e sinto muitas dores,mesmo tomando antibióticos e passando pomadas. Queria saber ainda se a cirurgia a laser deixa incontinência fecal.

    • Boa noite.
      O laser não é utilizado para a fissura anal, apenas para hemorróidas.
      Mesmo para as hemorróidas, o laser já não é mais utilizado pela maioria esmagadora dos especialistas.
      Não parece haver vantagens até o momento no uso do laser.
      Se você está sentindo dores e sangramento de forma crônica ou contínua e o tratamento clínico não está resolvendo, sim a cirurgia de fissura anal está indicada.
      Com relação a seu receio sobre incontinência, o risco existe mas é muito, muito baixo. É um risco calculado. Está ligado a uma boa avaliação preoperatória e a uma boa cirurgia, ambas realizadas por um profissional experiente.
      Pacientes diabéticos, mulheres e pessoas com síndrome do intestino irritável com diarréia correm risco maior.
      Atenciosamente e obrigado pelo email.

  19. A diverticulite pode ser um fator hereditário? Quais os riscos de complicação pós cirurgico? Qual é o tempo de tratamento pós cirurgico e que medicação e usado no tratamento?

    • A diverticulite é uma doença adquirida, não é hereditária, embra às vezes ocorra em pacientes muito jovens. Sobretudo nesses pacientes nós não sabemos qual é a causa. Portanto se acredita em um componente de origem genética.
      O tratamento cirúrgico da diverticulite é a retirada do cólon sigmóide que é feita por videolaparoscopia.
      A complicação pós-operatória importante mais frequente é a infecção mas esse risco nas operações eletivas é hoje muito baixo.
      Após a cirurgia, a duração da internação pode ser de somente 3 a 4 dias sobretudo de a operação for realizada por vídeo, que é a nossa rotina.
      A principal medicação de uso rotineiro no pós-operatório é o analgésico por via oral.
      Atenciosamente e obrigado pelo email.

  20. Tenho hemorróidas. Já procurei vários especialistas que disseram que preciso de cirurgia. Sinto algumas bolinhas no ânus e tenho dor quando vou ao banheiro. O sangramento também acontece. Qual sua opinião sobre a cirurgia? Quanto tempo precisarei esperar para me recuperar? Posso usar o grampeador?

    • Olá.
      A principal indicação de tratamento cirúrgico da doença hemorróidária é a persistência de sintomas a despeito de um bom funcionamento intestinal.
      Quando existe comprometimento da qualidade de vida, a cirurgia está indicada.
      A cirurgia da doença hemorroidária é a intervenção mais eficaz para o tratamento da hemorróida.
      O uso do grampeador está indicado quando se estima que os sintomas decorrem em sua maior parte do componente hemorroidário interno. Quando se pode utilizar o grampeador exclusivamente na cirurgia, a recuperação é bastante mais rápida. Quando é necessário complementar com cirurgia convencional, a recuperação é um pouco mais demorada.
      Embora o período de recuperação seja bastante variável para cada indivíduo, de um modo geral solicitamos ao paciente que reserve uma semana para recuperação.
      Atenciosamente e obrigado pelo email.

    • Após a cirurgia de hemorróidas, o paciente é instruído a levar vida normal.
      Geralmente pedimos que passe alguns dias em casa sem trabalhar até que se sinta disposto a faze-lo.
      Esse período em casa é muito variável, mas dura em geral cinco dias.
      Em casa o paciente é orientado a aumentar a ingesta de fibras (legumes, verduras e cereais) e ingerir mais líquidos.
      A atividade física deve ser suspensa por cerca de 10 dias mas é possível caminhar meia hora por dia.
      Para evacuar, o paciente vai ao banheiro normalmente porém pedimos para que tome banho após evacuar.
      Um absorvente higiênico feminino pequeno pode ser usado para colher qualquer secreção (que ocorre normalmente) durante alguns dias e evitar a sujidade nas vestes.
      Analgésicos, antiinflamatórios e laxantes são normalmente prescritos. Antibióticos podem ser receitados em alguns casos. Pedimos que o paciente não deixe de tomar nenhum remédio prescrito durante sua recuperação.
      Não há necessidade de retirar pontos nem de curativos.
      Atenciosamente e obrigado pelo email.

    • A doença hemorroidária é de tratamento clínico inicialmente. A constipação deve ser combatida por meio de dieta ou do uso apropriado de laxantes. Para os casos de dor, desconforto ou trombose, o manejo ainda é clínico pelo emprego de anestésicos locais, analgésicos ou laxantes.

      Para os casos de sintomas persistentes, no entanto, oferece-se a forma mais eficiente e duradoura para o tratamento da doença hemorroidária: a cirurgia.

    • Provavelmente, sim. Porém a evidência científica sobre o assunto é escassa e controversa.

      Para o alívio imediato de sintomas como dor, desconforto e prurido, eles podem ser utilizados. Sobretudo porque compreendem anestésicos, cicatrizantes e antiinflamatórios.

      Por outro lado, o paciente pode experimentar alergia a algum dos componentes das fórmulas, em troca de um ganho que é reconhecidamente muito pequeno. Sendo assim, se o paciente refere o uso de um creme ou pomada anal com melhora e sem reação adversa, aceita-se que ele continue conforme sua preferência.

    • Sim.

      Para os casos iniciais de doença hemorroidária, hemorróidas internas graus 1 e 2, a fotocoagulação com infravermelho pode ser utilizada. É um tratamento indolor e feito em consultório.

    • As complicações após a ligadura elástica para o tratamento das hemorróidas são raras. Isso torna a ligadura elástica uma excelente opção inicial de intervenção em consultório uma vez que não requer preparo ou sedação.

      A principal complicação imediata é a dor. Esta ocorre imediatamente ou alguns minutos após a aplicação da banda elástica. A maioria dos casos de dor após ligadura elástica casos pode ser tratada medicamentosamente uma vez que a dor melhora após alguns minutos e após a administração de analgésicos ou antiinflamatórios por vias sublingual, intramuscular ou intravenosa. Raramente, a dor pós-ligadura elástica motiva a necessidade de retirada da banda.

      As principais complicações tardias da ligadura elástica são o sangramento e a infecção.
      O sangramento pode ocorrer a qualquer momento entre o quinto e o sétimo dias após a aplicação da ligadura elástica. Ele ocorre de forma indolor. Decorre mais frequentemente da necrose do mamilo hemorroidário ligado e o desprendimento de uma escara hemática que leva ao sangramento.

      A infecção representa uma complicação rara após a ligadura elástica porém potencialmente grave. Os pacientes com risco aumentado de infecção são os diabéticos e os imunocomprometidos (portadores de infecções, em tratamento oncológicos ou em uso de corticoides ou imunossupressores). Portanto essas condições representam contraindicações relativas ao emprego da ligadura elástica pois influem também na resposta do paciente ao aparecimento do processo infeccioso.

    • O câncer do cólon é uma doença silenciosa que desenvolve-se lentamente ao longo de vários anos mais comumente.

      Na maioria das vezes tem origem em lesões precursoras conhecidas como pólipos adenomatosos. Os pólipos do cólon ocorrem mais comumente em pacientes com mais de 50 anos ou com história familiar de câncer do intestino ou de pólipos.

      O procedimento que leva ao diagnóstico e ao tratamento (remoção) da maioria dos pólipos do intestino grosso é a colonoscopia.

      A colonoscopia está indicada para todos, homens e mulheres, a partir dos 50 anos de idade e deve ser repetida a intervalos de no máximo 10 anos.

      Os principais sintomas do câncer do cólon incluem:

      • Anemia
      • Sangramento pelo ânus durante a evacuação misturado às fezes
      • Alteração do hábito intestinal
      • Perda de peso inexplicada
      • Fadiga
      • Sensação de evacuação incompleta
  21. Fui submetido a uma colonoscopia. Foi encontrado um pólipo. O pólipo foi removido e o diagnóstico é o de adenoma. Isso significa câncer?

    • Não. O diagnóstico adenoma do cólon se refere ao de tumor benigno do intestino grosso com origem em células do revestimento interno do cólon ou do reto. A polipectomia endoscópica é o tratamento de escolha e suficiente para os adenomas do cólon.

    • A dieta que qualquer pessoa saudável deve seguir: pobre em calorias, pobre em gordura animal e rica em fibras provenientes principalmente de frutas e cereais mas também de legumes e verduras. Não há prova de que se deva evitar a alimentação com caroços ou sementes pois eles parecem não estar relacionados ao aparecimento de crises de diverticulite.

    • Se você está com diverticulite aguda e não foi internado(a), isso ocorreu porque não há indicação de jejum ou antibioticoterapia endovenosa. Para as crises de diverticulite aguda não-complicada, a dieta deve ser sem resíduos, ou seja, não deve conter fibras por cerca de sete dias. Deve incluir caldos desengordurados, sucos artificiais e massas. Devem ser evitados leite de vaca, cereais, pão integral e ovos.

    • As chances de cura e a sobrevida após o tratamento são maiores quando o câncer do intestino é diagnosticado na ausência de sintomas mais frequentemente por um método de rastreamento como a pesquisa de sangue oculto nas fezes, a retossigmoidoscopia ou a colonoscopia.

      O câncer do intestino diagnosticado em sua fase inicial de crescimento é mais frequentemente menor, com menor risco de invasão de órgãos vizinhos e também associado a menor risco de aparecimento de metástases (disseminação do tumor maligno para órgãos a distância por meio da migração de células malignas pela corrente sanguínea e implantação destas) quer seja por ocasião do diagnóstico inicial, quer seja durante o tratamento ou seguimento.

    • Há vários tipos de testes genéticos e não há consenso para sua aplicação entre pacientes com câncer do cólon e do reto.

      Se você consultar mais de um especialista e eles divergirem sobre qual, quantos ou qual o momento em que você deve ser submetido(a) a um teste genético para câncer colorretal, solicite a um deles que indique aconselhamento genético (feito por um especialista em genética médica).

      O objetivo do teste genético é identificar a presença de uma mutação genética responsável pelo aparecimento do câncer do intestino grosso para um determinado paciente com câncer colorretal e para seus familiares.

      A identificação de uma determinada mutação genética pode determinar modificações no tratamento clínico ou cirúrgico no paciente acometido e também serve para a pesquisa dos familiares que estão sob risco de desenvolver a doença.

      De um modo geral, deve-se considerar o emprego de testes genéticos para o tratamento de pacientes com câncer colorretal:

      • Quando do diagnóstico antes dos 50 anos de idade
      • Quando da presença de mais de um tumor no cólon ou no reto
      • Quando houver mais de dois parentes de primeiro grau acometidos
      • Quando o câncer do intestino for diagnosticado em um paciente com câncer do ovário, endométrio, rins e bexiga ou pâncreas ou com história de ter tido um desses tumores.
    • Sim.

      A maioria dos cânceres colorretais ocorrem em pessoas sem histórico familiar de câncer colorretal.

      Ainda assim, 1 em cada 5 pessoas que desenvolvem câncer colorretal têm outros membros da família que foram afetadas por esta doença.

      Pessoas com história de câncer colorretal ou pólipos adenomatosos em um ou mais parentes de primeiro grau (pais, irmãos ou filhos) estão em maior risco. O risco dobra nos pacientes com um único parente de primeiro grau afetado. Ele é ainda maior se o parente de primeiro grau é diagnosticado em uma idade jovem, ou se mais de um parente de primeiro grau é afetado.

      As razões para o aumento do risco não estão claras em todos os casos. Cânceres podem “correr na família” por causa de genes herdados, fatores ambientais compartilhados, ou alguma combinação destes.

      Se você tiver uma história familiar de pólipos adenomatosos ou câncer do intestino, você deve conversar com seu médico sobre a eventual necessidade de começar a fazer exames antes dos 50 anos.

      Se você já teve pólipos adenomatosos ou câncer do intestino, é importante contar aos seus parentes para que eles possam repassar essas informações para os seus médicos e começar a prevenção na idade correta.

    • Uma dieta que é rica em carnes vermelhas (bovina, cordeiro, ou fígado) e carnes processadas (cachorros-quentes e carnes defumadas) pode aumentar o risco de câncer colorretal.

      O cozimento em altas temperaturas (fritura, grelhar ou grelhar) cria produtos químicos que podem aumentar o risco de câncer, mas não é claro o quanto isso pode contribuir para um aumento no risco de câncer colorretal.

      As dietas ricas em legumes e frutas têm sido associadas com uma diminuição do risco de câncer colorretal.

      Não está claro se outros componentes da dieta (fibra, alguns tipos de gorduras, etc) afetam o risco de câncer colorretal.

    • Há duas síndromes hereditárias bem reconhecidos em que o câncer pode se desenvolver em pessoas jovens.

      Na polipose adenomatosa familiar (PAF), há uma mutação de um gene supressor de tumor e as pessoas afetadas desenvolvem centenas a milhares de pólipos adenomatosos pré-cancerosos do cólon. A menos que o cólon seja removido, 100% destes pacientes vai ter câncer colorretal, geralmente antes dos 35 anos de idade.

      Cerca de 1% dos casos de câncer colorretal está associado a PAF.

      A doença é herdada diretamente do pai ou da mãe afetados (herança autossômica dominante), o que significa que cada criança tem 50 por cento ou uma chance em duas de herdar o gene anormal. Se o gene é herdado, a criança irá, muito provavelmente, desenvolver pólipos pois a penetrância da mutação elevada. A média de idade para o desenvolvimento de pólipos nesta síndrome é a adolescência, embora crianças a partir dos oito ou 10 anos, foram encontrados com pólipos.

      Crianças de famílias de PAF que se recusam ou não podem ter testes genéticos devem ser submetidas a retossigmoidoscopia ou colonosopia antes dos 12 anos de idade uma ou duas vezes ao ano.

      Uma vez que numerosos pólipos começar a desenvolver, está indicada a cirurgia. O objetivo do tratamento cirúrgico (colectomia) é a prevenção do aparecimento do câncer do intestino.

      O tratamento cirúrgico da PAF na nossa equipe é realizado preferencialmente por videolaparoscopia.

      Pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico da PAF podem seguir sua vida normalmente.

      O outro distúrbio hereditário é a síndrome de Lynch. Nesta síndrome de câncer hereditário, pólipos (adenomas) e cânceres (carcinomas) também podem ocorrer mais cedo.

      A síndrome de Lynch ocorre pela mutação em um dos genes envolvido no reparo do DNA, conhecidos como genes MMR (mismatch repair genes). Essa mutação pode ser herdada.

      Porém, diferente do que ocorre na PAF, dezenas, centenas ou milhares de pólipos não são observados.

      Quando há suspeita ou diagnóstico de síndrome de Lynch, a colonoscopia anual ou a cada dois anos está indicada a partir dos 25 anos de idade.

      Em pacientes com diagnóstico genético de síndrome de Lynch sem diagnóstico de câncer colorretal, a indicação da cirurgia profilática ainda está em debate. Sobretudo porque o risco cumulativo de câncer do intestino para esses pacientes está estimado em 80%, e não 100% como na PAF. Associadamente, o risco para o desenvolvimento de outros tipos de câncer como o câncer de endométrio, ovário, rins e estômago também está aumentado. Como resultado, o diagnóstico precoce ainda parece ser a melhor forma de acompanhar pacientes com suspeita ou diagnóstico de Lynch.

      Porém, para os pacientes portadores de síndrome de Lynch e com diagnóstico de câncer colorretal, o tratamento cirúrgico indicado é a colectomia total, preferencialmente realizada por via de acesso por vídeo.

      Pacientes jovens, não portadores de síndrome genéticas de predisposição ao câncer, também podem desenvolver o câncer do intestino.

    • Para o tratamento de pacientes com diagnóstico de câncer do cólon, a necessidade de se empregar uma derivação intestinal (ileostomia ou colostomia) que leva ao uso da bolsa é muito baixa. Para esses pacientes, a derivação é geralmente temporária e só está indicada frente a uma grave complicação como a perfuração ou o sangramento.

      Para os pacientes submetidos a derivações temporárias, o intervalo regular de tempo entre a abertura e o fechamento do estoma (tempo de uso da bolsa) é de cerca de 3 meses.

      Para os pacientes portadores de câncer do reto, as derivações temporárias, que levam à necessidade do uso da bolsa, são utilizadas em duas situações:

      • Quando ocorre uma complicação do tipo obstrução intestinal ou perfuração do tumor, ou
      • Quando a localização do tumor (muito próxima ao ânus) leva a necessidade de tratamento cirúrgico por retirada de todo o reto, geralmente precedida de de quimioterapia e radioterapia padronizadas.

      Vale aqui lembrar que:
      1. muitos pacientes com câncer do reto estão nesse grupo,
      2. passam por todas as etapas do tratamento geralmente com muito sucesso, e
      3. podem ser operados empregando técnica minimamente invasiva (laparoscópica ou robótica).

      A confecção da colostomia definitiva com uso permanente da bolsa de colostomia está indicada para o tratamento cirúrgico de pacientes com câncer do reto com invasão direta da musculatura anal, novamente, após tratamento pré-operatório protocolar por quimio e radioterapia. A remoção cirúrgica definitiva do ânus é necessária para se conseguir a cura dos pacientes com tumores do reto com invasão direta do ânus.

    • Antes de mais nada, vale assinalar que a cirurgia é a única forma de tratar o câncer do intestino com intenção curativa.

      Vale salientar que um grande número de pacientes se encaixam nessa situação de necessidade de usar uma derivação intestinal (colostomia ou ileostomia).

      E também que, à exceção de um curto intervalo de tempo no início, pacientes com ileostomias ou colostomias e que precisam usar a bolsa (dispositivo coletor plástico) podem seguir suas vidas normalmente.

      O paciente com derivação intestinal contará com o apoio muito próximo de um profissional de Enfermagem especialista nessa área, o profissional de estomaterapia.

      A adaptação ao uso da bolsa é facilitada sobremaneira pelo concurso desse especialista, presente em virtualmente todos os grandes hospitais da rede pública ou privada. A adaptação à troca da bolsa e higiene local, cuidados alimentares e locais demora somente algumas semanas o que permite aos pacientes retornar a suas atividades de trabalho e lazer.

    • As vantagens da via de acesso por vídeo sobre a cirurgia aberta (ou convencional) para o tratamento do câncer colorretal são numerososas.

      Elas são imediatas e tardias.

      Precocemente, há menos dor, menores incisões, menor duração da internação e menos infecção quando pacientes são operados por vídeo em oposição aos operados pela via convencional.

      Tardiamente, a formação de aderências após a videocirurgia é menor, bem como a ocorrência de hérnias associadas às incisões.

    • Para melhores resultados, tratamentos oncológicos requerem uma abordagem de equipe de forma integrada.

      A cirurgia representa a etapa mais importante do tratamento radical do câncer colorretal (do intestino).

      Qualquer pessoa com diagnóstico de câncer colorretal deve ter sua cirurgia realizada por um cirurgião especialmente treinado em câncer ou cirurgia colorretal.

      Alguns pacientes podem necessitar de quimioterapia e de radioterapia, quer antes da cirurgia para diminuir o tumor, ou mais tarde, para reduzir o risco de recidiva. Esses tratamentos devem ser administrados sob a supervisão de um médico oncologista.

      A maioria dos grandes centros médicos oferecem serviços de câncer coordenados e integrados, que incluem aconselhamento, apoio e serviços educacionais, além dos tratamentos clínicos necessários.

    • A radioterapia externa é o tipo de terapia de radiação mais frequentemente usado para as pessoas com câncer colorretal. A radiação é focada no tumor e aplicada a partir de uma máquina chamada de acelerador linear.

      A dose total, o fracionamento e o tipo de radioterapia são determinados por avaliações conduzidas pelo médico radioterapeuta.

      Antes de iniciar o tratamento, a equipe técnica de radioterapia realizada cuidadosamente as medidas para determinar os ângulos corretos para apontar os feixes de radiação e a dose adequada. A radioterapia externa é muito parecida com realizar um exame de raio X, mas a radiação é mais intensa. O procedimento em si é indolor. Cada tratamento dura apenas alguns minutos.

      Na maioria das vezes, os tratamentos de radioterapia são realizados durante 5 dias por semana, durante várias semanas, mas o período de tempo pode ser mais curto se for administrada antes da cirurgia.

    • A radioterapia utiliza raios de alta energia (como raios-x) ou partículas para destruir as células cancerosas. Pode ser parte do tratamento para qualquer câncer de cólon ou reto. A quimioterapia pode fazer a radioterapia mais eficaz contra alguns tipos de câncer de cólon e reto, e esses dois tratamentos são muitas vezes utilizados em conjunto.

      Em pessoas com câncer de cólon, a radioterapia é usada principalmente quando o tumor encontra-se invadindo outros órgãos ou estruturas além do intestino, seu sítio primário. Quando isto ocorre e o cirurgião não pode ter a certeza de que todo o câncer foi removido, e a radioterapia é utilizada para tentar matar as células cancerosas que possam ter permanecido após a cirurgia.

      A radioterapia é raramente usado para tratar o câncer do cólon metastático devido aos efeitos secundários que limitam a dose que pode ser utilizada.

      Para o câncer do reto, a radioterapia é geralmente administrada antes da cirurgia e mais frequentemente associada à quimioterapia, para diminuir o risco de recidiva local após tratamento cirúrgico isolado.

      Por último, a radioterapia também pode ser empregada para ajudar a controlar sintomas de câncer do reto em pacientes tratados não com o objetivo de se atingir a cura, mas com o objetivo de aliviar sintomas tais como em pacientes com câncer avançado causando obstrução intestinal, sangramento ou dor.

    • A constipação intestinal é uma síndrome que compreende a associação de sinais e sintomas em intensidade variável tais como: dificuldade para evacuar com necessidade de realizar esforço, número diminuído de evacuações, sensação de evacuação incompleta e/ou aumento do volume abdominal (inchaço).

      A frequencia de evacuações entre indivíduos saudáveis ​​varia grosseiramente de três movimentos por dia a três por semana.

      Os indivíduos devem determinar o que é normal para eles. Como regra geral, a constipação é suspeita se mais de três dias passam entre os movimentos do intestino, ou se houver dificuldade ou dor ao passar fezes endurecidas.
       
      O melhor a fazer é consultar um especialista em Gastroenterologia ou Coloproctologia. A ele caberá proceder à investigação diagnóstica complete e introduzir o tratamento adequado.

    • O tratamento clínico da constipação intestinal envolve:

      • aumentar a quantidade de fibra na dieta
      • aumentar a ingesta de líquidos, e
      • acrescentar alguma atividade física aos hábitos de vida diários.

      As melhores fontes de fibra natural são cereais integrais, frutas e vegetais inteiros. Você providenciar a ingesta de um mínimo de três porções de frutas e legumes todos os dias.

      Se não for possível aumentar a quantidade de fibra advinda da dieta, os suplementos de fibra naturais ou sintéticas são uma ótima opção. Eles incluem o psyllium, a metilcelulose e a policarbofila. O ideal é iniciar com uma dose baixa e aumentar de acordo com a necessidade.

      Além disso, certifique-se de beber água extra quando você está tomando suplementos de fibras – cerca de um copo cheio para todas as doses – para ajudar com o alívio da constipação.

      O maior efeito colateral do aumento da fibra dietética ou da suplementação com fibra é a flatulência ou a sensação de abdome distendido.

    • Existem basicamente dois tipos de laxantes: os osmóticos e os estimulantes ou irritativos.

      Laxantes osmóticos não são absorvidos. Seu principal efeito é aumentar a quantidade de água nas fezes. Os principais laxantes osmóticos empregados no Brasil são o polietilenoglicol, o fosfato de sódio, o picossulfato dissódico e a lactulose.

      Na medida em que muitos deles são açúcares, seu uso em pacientes diabéticos deve ser restrito. Requerem que o paciente esteja adequadamente hidratado para que funcionem adequadamente mas não trazem a distensão abdominal e gases associados ao emprego de suplementos dietéticos de fibra. O fosfato de sódio está contraindicado em pacientes idosos, com suspeita ou diagnóstico de insuficiência renal, hepática ou cardíaca.

      Laxantes estimulantes ou irritativos têm ação direta na motilidade e absorção de água pelo intestino. De um modo geral, incrementam a primeira e reduzem a segunda. Incluem laxantes salinos (citrato de magnésio), derivados de difenilmetano (bisacodil) e derivados de antraquinona (principalmente sena e cáscara sagrada).

      Antraquinonas estão amplamente disponíveis. Eles podem também ser incluídos em muitos remédios “naturais” que são anunciados como produtos de saúde do cólon, laxantes e mesmo chás de ervas.

      Certifique-se de informar o seu médico se estiver a tomar um desses produtos.

    • É um termo utilizado para designas os músculos, ligamentos, fáscias e tecido conjuntivo que provêm suporte para os órgãos pélvicos (aqui se incluem a porção pélvica do intestino, a bexiga, o útero e os anexos e o reto).

      O assoalho pélvico íntegro previne que esses órgãos se desloquem para baixo e se exteriorizem através de orifícios naturais como o ânus e a vulva.

    • No momento atual, não há cura disponível para a doença de Crohn.

      Como resultado, há dois objetivos principais:

      1. anular ou reduzir a atividade da doença durante a crise
      2. prevenir complicações, incluindo aqui o câncer

      Na fase de crise da doença, manifesta geralmente por dor abdominal, diarréia e/ou secreção anal (a depender da localização da doença), o tratamento clínico envolve a administração de corticoides associados o não a antibióticos. Se houver necessidade de internação hospitalar, esses medicamentos serão administrados por via intravenosa.

      Durante a fase de remissão da doença, o paciente se encontra assintomático ou pouco sintomático. O objetivo da assistência médica nessa fase é garantir hábitos de vida saudáveis ao paciente o que pode retardar o aparecimento de novas crises.

    • Em duas situações: quando a doença se encontra complicada por ocorrência de estenose (levando ou não a obstrução intestinal), fístula, perfuração, sangramento e, mais raramente, câncer colorretal.

      A cirurgia necessária pode ser de urgência ou eletiva.

      Em todos os casos, a cirurgia por videolaparoscopia está associada a recuperação mais rápida e menor trauma sobre a parede abdominal do paciente, o que é de especial importância uma vez que uma segunda operação pode ser necessária em alguns pacientes.

    • Sem dúvida que não.

      Há muitos casos onde a cirurgia não deve ser indicada pois está associada a pouca melhora clínica.

      A cirurgia não é a solução para muitos pacientes com doença de Crohn.

      No entanto, a depender da casuística considerada, a cirurgia pode ser necessária em algum momento par até 70% dos pacientes com doença de Crohn.

      O princípio do tratamento cirúrgico eletivo na doença de Crohn é o de que, em algumas situações, como a estenose (estreitamento) ou a fístula (comunicação infecciosa entre o intestino doente e outro órgão ou mesmo a pele), o tratamento clínico é completamente ineficaz.

      Não somente é ineficaz mas como persistir no tratamento clínico ao invés de indicar com mais agilidade a cirurgia resulta em aumento significativo da duração da internação hospitalar e risco de complicações intra ou pós-operatórias.

      Portanto, o segredo está na sintonia fina entre a medida apurada da eficácia do tratamento clinico e a oportunidade de indicar tratamento cirúrgico.

      Por último, o retardo na indicação do tratamento cirúrgico quando este é necessário diminui a chance de oferecer ao paciente uma via de acesso minimamente invasiva (videolaparoscopia).

    • Como regra geral, procura-se conservar a maior parte possível do intestino quando é necessária cirurgia.

      Tipicamente, para a doença isolado que afeta apenas uma pequena área do intestino, a operação inicial usada é chamada de ressecção, na realidade, uma ressecção dita econômica. O cirurgião irá cortar acima e abaixo da área doente, removendo uma parte do intestino, e unir as duas áreas empregando mais comumente equipamento de sutura mecânica. Essa operação geralmente contempla uma região de doença complicada por estenose ou fístula. Isto permite o alívio de sintomas tais como inchaço, náusea, dor e vómitos.

      Para os pacientes que possuem muitos focos de atividade complicada da doença, ou para aqueles já submetidos previamente a operações de ressecção, empregam-se preferencialmente as técnicas de enteroplastia. Nessa técnica, o segmento doente não é removido e a enteroplastia trata o estreitamento produzido pela atividade da doença. Os resultados associadas a essas operações são muito bons e mais de uma enteroplastia pode ser empregada em um paciente com doença de Crohn, especialmente para aqueles com doença de Crohn na localização jejunoileal.

    • A ESTENOSE ocorre quando a inflamação crônica leva a um estreitamento do intestino que, em última análise é um tubo altamente especializado em várias funções. Crises de dor abdominal com desnutrição crônica ou mesmo episódios de obstrução intestinal com náuseas e vômitos podem ocorrer.

      A PERFURAÇÃO intestinal ocorre porque o processo inflamatório na doença de Crohn atinge todas as camadas da parede do intestino. Essa perfuração é geralmente bloqueada por outros órgãos abdominais, o que leva a formação de FÍSTULAS (comunicações entre órgãos internos ou entre o intestino doente e a pele) ou abscessos (coleções de pus).

      Por fim, o CÂNCER DO INTESTINO é uma complicação que pode ocorrer e está associada a longa evolução, estenose e falta de acompanhamento médico.

    • A retocolite ulcerativa e a doença de Crohn são doenças inflamatórias crônicas do aparelho digestivo. Ambas têm causa ainda desconhecida.

      A retocolite ulcerativa afeta somente o intestino groso (o cólon e o reto). Trata-se de uma inflamação crônica restrita somente à camada mais interna do intestino (a mucosa). Afeta mais comumente o reto (retite) mas pode progredir acometendo outros segmentos do cólon (colite esquerda) ou mesmo todo o cólon e o reto (chamada então de pancolite). Caracteriza-se principalmente por diarréia crônica com muco e sangue. Evolui por surtos ou crises. Nos caos de retocolite que não responde ao tratamento clínico, em casos de complicação ou com o objetivo de se prevenir o aparecimento do câncer colorretal, a retocolite ulcerativa pode ser curada pelo tratamento cirúrgico. Nessa operação, realizada em condições eletivas e mais frequentemente por videolaparoscopia, todo o cólon e o reto são removidos e o reto é então substituído por um novo reservatório construído a partir do íleo (porção final do intestino delgado).

      A doença de Crohn também representa uma inflamação crônica do intestino. O processo inflamatório pode atingir desde a boca até o ânus, mas é muito mais frequente no intestino delgado e no grosso, sendo rara no trato digestivo alto. Pode acometer somente o intestino delgado (jejunoileíte) ou somente o intestino grosso (colite). Uma das localizações mais frequentes é no íleo terminal acometendo ou não o ceco (doença de Crohn ileocecal). Outra localização muito frequente é na região anal e perianal, geralmente associada a acometimento do reto. O quadro clínico depende da localização. De um modo geral, diarréia, dor abdominal, emagrecimento e eliminação fecal de sangue e muco são achados comuns na doença de Crohn. O tratamento cirúrgico está reservado aos casos de complicações e as ressecção intestinais econômicas que incluem somente o segmento acometido são as operações mais realizadas.

    • Não há evidência de que o stress seja o responsável pelo aparecimento da doença de Crohn ou da retocolite ulcerativa, na medida em que estas são doenças de causa ainda desconhecida, determinadas geneticamente, mas cuja localização, forma e intensidade dos sintomas dependem da exposição e resposta do indivíduo a fatores ambientais.

      O que ocorre é que graus diferenciados de stress alteram a percepção do paciente sobre sua saúde ou sobre situações de doença.

      Por isso, é especialmente importante, para os pacientes portadores de doenças inflamatórias intestinais, o acompanhamento regular com médico especialista mas sobretudo com experiência no tratamento.

    • Todas as vantagens da videolaparoscopia para a cirurgia de pacientes com doença de Crohn resultam do fato de que a agressão à parede abdominal é menor do que na cirurgia convencional. Como resultado, a dor no pós-operatório é menor, o risco de infecção na ferida operatória é menor, a duração da internação pode ser menor, o efeito cosmético é bastante superior e, finalmente, se houver necessidade de reoperação no futuro, a ocorrência de aderências será provavelmente menor já que as incisões realizadas para a realização de videocirurgia são significativamente menores.

    • ENTENDI QUE:
      1. VC SENTE DOR,
      2. E QUE SUA COLONOSCOPIA REVELOU COLITE E HEMORRÓIDA INTERNA.
      BEM, A COLITE NÃO É UMA CAUSA COMUM DE DOR NÃO..E SIM DE DIARRÉIA.
      EXCETO SE A DOR FOR ALIVIADA PELA EVACUAÇÃO.
      ALÉM DISSO, É MUITO IMPORTANTE SABER SE O DIAGNÓSTICO DE COLITE FOI FEITO NA COLONOSCOPIA OU NA BIÓPSIA.
      SE FOI SOMENTE NA BIÓPSIA TAMBÉM NÃO É IMPORTANTE, PELO MENOS POR ENQUANTO.
      AGORA, SE VC TEM O DIAGNÓSTICO DE COLITE FEITO NA COLONOSCOPIA, PRECISAREMOS SABER QUE TIPO DE COLITE QUE É..AÍ A BIÓPSIA É IMPORTANTE! PODEMOS ESTAR FALANDO DE UMA COLITE INFECCCIOSA, AUTOLIMITADA, OU DE UMA DOENÇA INFLAMATÓRIA CRÔNICA.
      DE QUALQUER FORMA, DORES HORRÍVEIS NÃO SÃO SINTOMA DE COLITE!
      PODEMOS ESTAR FALANDO DE SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL, UM DISTÚRBIO FUNCIONAL DO INTESTINO GROSSO QUE TEM TRATAMENTO, COM REMÉDIOS INCLUSIVE.
      ENTENDEU AS VARIÁVEIS?
      VC PRECISA DE UM BOM GASTROENTEROLOGISTA OU DE UM COLOPROCTOLOGISTA PARA VER SEUS EXAMES.

  22. Tenho uma filha que tem os sintomas de doença de Crohn. Ela está tomando Humira. Meu medo é que se ela realmente esteja se tratando de um diagnóstico certo. Tenho dúvidas que ela tenha essa doença, por favor me ajude porque ela sofre muito com crises…

    • Bem, geralmente a indicação de tratamento com terapia biológica requer a confirmação do diagnóstico da doença inflamatória intestinal.

      é verdade que às vezes a biópsia não está disponível ou não é conclusiva.

      No entanto, certifique-se de que o especialista que acompanha sua filha teve acesso a todos os exames dela, e sobretudo exponha sua dúvida a ele!

      Se desejar estamos a disposição para avaliar o caso completo através de uma consulta, ok?

      Obrigado por seu email.

    • O principal cuidado é com o tratamento da dor pós-operatória e desconforto.
      O grau da doença hemorroidária e o tratamento cirúrgico empregado influenciarão o andamento sobremaneira.
      Se for empregada uma técnica não-excisional, geralmente, a dor, o desconforto e o tempo de recuperação são significativamente menores.
      Não são realizados curativos tampouco pontos são retirados.
      Estimula-se uma dieta rica em líquidos e fibras.
      Após evacuar, vc deverá tomar banho e realizar higiene anal com água e sabonete comum (usar bastante espuma).
      Os remédios que estrão na sua receita serão: analgésicos, laxantes e antiinflamatórios.
      Quando for ao banheiro evacuar, não há necessidade de ter medo de nada. Nada vai se soltar, se desprender ou sangrar.
      Att.

  23. Fiz uma cirurgia de hemorróidas.
    Estou no quarto dia e ainda nao consegui defecar.
    Minha médica disse que as fezes deveriam ser firmes e pastosas.
    Só consegui eliminar fezes líquidas.
    Isso é normal?

    • Não é normal.
      De fato, sua médica tem razão.
      No pós-operatório das cirurgias anais, o adequado
      e eliminar fezes amolecidas, porém bem formadas.
      Isso auxilia na cicatrizarão das feridas anais.
      Verifique se você não está tomando uma dose muito elevada de laxantes.
      Outra possibilidade é verificar se fezes endurecidas se formaram no interior do reto.
      Nesses casos, o paciente elimina uma quantidade pequena porém contínua de fezes líquidas – a diarréia paradoxal.
      Se isso tiver ocorrido, será necessário usar supositórios ou promover uma lavagem.
      Por favor retorne ao seu cirurgião com brevidade para que o diagnóstico coreto possa ser realizado

    • A constipação intestinal não é uma doença grave.
      No entanto, às vezes, é de difícil tratamento.
      O tratamento é feito com dieta: aumentar a quantidade de fibras na dieta e a infesta de líquidos.
      E também exercícios físicos.
      Na maioria dos casos, o LAXANTE é fundamental no tratamento e é bastante seguro.
      E, em uma minoria dos casos, quando o laxante não funciona, quando há efeitos colaterais ou finalmente quando há comprometimento da qualidade de vida, optamos por oferecer tratamento cirúrgico.
      A doença da qual estamos falando aqui e que leva à constipação é a inércia colônia.
      A comprovação diagnóstica é de fácil realização e envolve a realização de provas funcionais do intestino grosso, hoje amplamente disponíveis.
      Em resumo, trata-se de comprovar se sua namorada se encaixa em uma indicação cirúrgica.
      E, no caso de não se encaixar, a prioridade é descobrir a causa da falha do tratamento clínico.

  24. Tenho doença de Crohn há cinco anos.
    Estou em uso de azatioprina há dois anos.
    Visito meu médico regularmente e nas consultas são solicitado exames de sangue.
    Gostaria de saber quais os riscos do tratamento com essa medicação.

    • O acompanhamento médico é fundamental para prevenir a toxicidade associada ao uso de dorgras imunossupressoras.
      Dentre elas, a azatioprina é a mais comumente utilizada.
      Trata-se de medicação de elevada eficácia, porém reconhecidamente associada a potenciais efeitos colaterais.
      Portanto, consultas e exames periódicos, da forma como você vem fazendo é fundamental para o sucesso do tratamento.
      Um intervalo de três meses é geralmente indicado para a avaliação da toxicidade da azatioprina.
      Os efeitos colaterais agudos mais frequentes são: cefaléia, náusea e vômitos.
      A toxicidade crônica associada à azatioprina é principalmente hematológica: a leucopenia (diminuição na contagem de leucócitos circulantes).
      A pancreatite representa uma complicação que pode levar à necessidade de suspender seu uso.
      Por fim, acredita-se que o risco de se desenvolver um linfoma é 3x mais elevado entre indivíduos que usam imunossupressores do que entre pacientes que não os usam. No entanto deve ser lembrado que o risco de se desenvolver linfoma é, de um modo geral, bastante baixo e deve ser contraposto ao risco de se desenvolver uma grave complicação da doença de Crohn como resultado de não se empregar a azatioprina no seu tratamento.

    • Em cerca de 95% dos casos ou mais a depender da experiência do médico endoscopista, dos pacientes considerados e do local onde é feito o exame.
      Geralmente quando o médico lauda que alguma “alça”dificultou a progressão do exame, estamos falando de alguma dificuldade técnica secundária a uma variação anatômica que pode impedir que o exame seja completado.
      E isso geralmente não tem nenhuma consequência.
      Porém os segmentos intestinais não examinados precisam ser avaliados de alguma forma.
      Nesse sentido, a colonoscopia virtual é uma boa opção.

  25. Olá fiz uma cirurgia de hemorróidas há 14 dias e tenho muita dificuldade de evacuar para fazer a primeira vez tive q ir ao horpital fazer uma lavagem mas agora estou com dificuldades de novo eu usei o phosfoenema. E consegui mas percebi que saiu para fora de novo. Mas logo depois voltou isso e normal??

    • A dor no pós-operatório pode ser uma causa de dificuldade para evacuar.
      A falta de ingesta de fibras e de líquidos também.
      Por fim, se o paciente for constipado de base, isso pode contribuir.
      Por isso é importante acrescentar laxantes no pós-operatório.
      Para evitar que isso ocorra.
      Quanto ao aparente prolapso que voltou e depois sumiu de novo, pode não ser nada.
      Aguardemos a cicatrização antes de tomar qualquer providência.

  26. Sim, exatamente isso.
    Isso indica que algum exame, mais apropriadamente um exame radiológico, do tipo um enema opaco, identificou que seu intestino parece ser mais comprido do que o da maioria das pessoas.
    Há grande preocupação sobre a precisão desse diagnóstico.
    Isso porque:
    1. na maioria dos casos esse é um diagnóstico fornecido durante a colonoscopia. e a colonoscopia é um exame impreciso para estimar o comprimento do intestino grosso, e
    2. porque ninguém sabe estimar com precisão quanto deve medir o cólon dos indivíduos.
    Geralmente, trata-se de um diagnóstico sem grande conseqüência ou significado clínico.

  27. Fiz cirurgia de hemorróidas há 22 dias.
    Porém quando vou ao banheiro, sinto uma grande vontade de evacuar.
    Sinto como se tivesse saindo bastante fezes mas quando olho sai somente uns pedacinhos e quando ponho a mão sinto uma bolinha q sai para fora e logo volta para dentro.
    Estou com medo: sera q a hemorróida voltou? O que devo fazer?
    Eu fui ao médico no dia da consulta mas nao era a medica q. Mi operou e sim uma residente ela disse que nao era nada mas acho q ela confundiu com uma bolinha q. Era da ferida e esta cicatrizando o que faço??

    • Sem dúvida há necessidade de uma reavaliação com consulta.
      O objetivo seria descobrir por que você está precisando fazer tamanho esforço evocatório:
      1. se há uma complicação cirúrgica, ou
      2. se simplesmente está faltando laxante.
      Quanto ao prolapso ou abalamento que você refere, ainda seria cedo para dizer.
      Após uma operação radical de hemorróidas, que é o que se deseja, eu entendo que esse abalamento estaria relacionado ainda a uma alteração cicatricial ou inflamatória resultante da cirurgia.
      E que portanto deverá desaparecer com o tempo

  28. Olá, tenho 34 anos, sou casada e já fiz varias cirurgias abertas e na ultima que fiz de aderência intestinal há dois anos, o médico viu que eu tenho o cólon sigmóide alongado e agora há mais ou menos uns 8 meses estou tendo muitas cólicas e dores que só melhoram com remédio a base de morfina. Fui ao ultimo medico que fez a minha cirurgia e ele pediu o exame de enema opaco e realmente eu tenho o sigmoide alongado. Ele disse que seria provável que eu teria que fazer uma cirurgia, mas ele iria ver com uma junta medica pois eu já fui operada várias vezes e os meu exames laboratoriais não acusam nada.
    Eu queria saber qual e o tipo de cirurgia irei fazer e se terei que colocar bolsa de colostomia e por quanto tempo?

    • Muito bem, talvez a primeira providência seja conhecer a natureza das operações a que você foi submetida.
      Outro aspecto importante é conhecer a frequência evocatória, ou seja quantas vezes você evacua semanalmente.
      O objetivo é afastar a constipação como causa de dor pélvica.
      O achado de sigmóide alongado, além se subjetivo ou impreciso, creio não ter relação com seus sintomas.
      É pouco provável que a retirada cirúrgica do sigmóide contribua para a melhora dos sintomas, uma vez que o tamanho do cólon sigmóide a ocorrência de dor pélvica não costumam guardar relação da causa e efeito em nenhuma doença conhecida.

  29. Bom dia Dr. Sergio.
    Tive minha segunda crise de diverticulite, com o sequinte achado da tomo: diverticulite aguda dos cólons descendentes distal e sigmoide com fleigmao periclito.
    Gostaria de saber se há NECESSIDADE DE CIRURGIA.

    • Há alguns anos atrás, o diagnóstico de uma segunda crise era uma sentença de cirurgia.
      Hoje não sabemos mais.
      Porque você pode ter mais uma crise (o que seria evitado pela cirurgia) mas pode também nunca mais ter nada..
      sendo assim eis minha sugestão:
      1. Qual é seu grau de aversão ao risco de ter mais uma crise? Vai te atrapalhar muito? Vc viaja muito? Se sim para essas questões, vc deve se operar. Porque afinal a cirurgia é segura.
      2. Você está tendo algum sintoma mesmo fora das crises? Dorzinha, desconforto? Se sim, também deve pensar em se operar.

    • Geralmente, esse é um diagnóstico de biópsia realizada durante um exame de colonoscopia.
      Bem, essa situação clínica se refere a uma condição onde o diagnóstico específico não é possível.
      Sendo assim, não e possível dizer que se trata de uma determinada doença ou outra.
      e o que é mais estranho é que várias colites cursam com esse resultado de biópsia.
      Entre elas, figuram a doença de Crohn, a retocolite ulcerativa, a colite isquêmica e a colite por irradiação por exemplo.
      O diagnóstico definitivo depende do achado durante a colonoscopia.
      e portanto, o tratamento difere de acordo com o diagnóstico.
      de um modo geral toda colite cursa com diarréia com ou sem sangramento.

  30. Agradeço que me possa me explicar.
    Fui internada durante o mes de Agosto 3 vezes onde fiz um tac com contraste onde acusou diverticulite abdominopelvico e complicada por pequena coleçao pericolica com 3cm fiquei internada durante 5 dias com medicaçao e uma dieta fraca em residios estou com medo que seja grave e que me volte acontecer o que devo fazer para tirar esta afliçao tenho problemas o intestino não funciona, somente a base de medicamentos.

    • Você teve uma crise de diverticulte complicada por abscesso.
      Aparentemente, ela resolveu esponteamente.
      Não há mais necessidade de tratamento para essa crise.
      No entanto, o fato de ter tido uma crise complicada te coloca e risco aumentado do aparecimento de mais uma crise.
      Associadamente, embora não haja uma evidência científica convincente de que a prevenção da constipação venha a diminuir o risco de aparecimento de uma nova crise, eu acho que você deveria iniciar o tratamento dessa constipação.

  31. a fístula anal é a fase crônica do abscesso anal.
    representa uma comunicação infecciosa, geralmente entre o interior do reto e a pele da região ao redor do ânus.
    é uma condição que exige cirurgia para a cura.
    geralmente, a dor não faz parte dos sintomas.
    exceto quando o orifício externo (aquele da região perianal) encontra-se fechado, o que pode ocorrer de forma intermitente.
    porém o bloqueio cede espontanemente e a dor dura algumas horas.
    não seria uma fissura, o que vc está me dizendo?

    • Bem, depende dos sintomas.
      Mais importante do que a alimentação, deve-se atentar para o tratamento da retire que pode ser feito mais frequentemente por supositórios.
      Uma vez que a retite entre em remissão, não se espera qualquer sintoma.
      Enquanto a remissão não vem e se o sintoma for a diarréia, recomenda-se uma dieta sem fibras (legumes, verduras, cereais e frutas).
      Pois a fibra alimentar irá aumentar o número de evacuações e gerar incômodo.

  32. Prezado Dr. Sérgio, a utilização de anestesia para o exame de colonoscopia é obrigatório? É mais aconselhável utilizar de anestesia para o procedimento?

    • Essa é uma ótima pergunta.
      Ela não é obrigatória.
      Mas é absolutamente recomendável.
      Existem graus diferentes de sedação que podem ser alcançados por diferentes técnicas anestésicas.
      O médico anestesiologista ou o endoscopista treinado estão capacitados para definir a técnica.
      Já o procedimento sem anestesia pode ser tolerado por alguns pacientes.
      Mas de um modo geral, a colonoscopia sem sedação, a despeito de algumas experiências publicadas na literatura médica, não é popular em nosso meio.
      Pelo contrário, cremos que em situações de graves doenças associadas, ela pode precipitar uma complicação dessa doença de base.

    • O repouso absoluto não é necessário.
      A restrição para atividades físicas deve ser seguida por 20 dias, o que inclui malhação e corrida.

  33. Olá! Fiz a hemorroidoctomia e o ponto estourou durante a evao. cuação. Abriu bastante durante a evacuação e depois ficou leve. O que devo fazer?

    • Não há necessidade de fazer nada..
      Apenas aumentar o grau de higiene após as evacuações e fazer uso de um absorvente higiênico feminino no dia-a-dia para colher as secreções das feridas operatórias que fecharão com o tempo.

    • Sim.
      Tudo indica que o reto é mais frequentemente um órgão que serve à passagem das fezes as quais mais frequentemente ficam acumuladas no sigmóide.
      No entanto, em pacientes com constipação crônica, o reto pode estar cheio de fezes ao exame

    • De fato, alguns casos de fístula anorretal são de difícil tratamento.
      O tratamento cirúrgico, o único capaz de resultar em cura/cicatrização da fístula, pode ser complexo e além de promover a cicatrização da fístula deve promover impacto nulo ou pequeno sobre a continência anal, que é a capacidade de segurar voluntariamente as fezes.
      Há várias opções de cirurgia na fístula anorretal.
      De um modo geral, a colostomia não é uma opção empregada no tratamento cirúrgico da fístula anorretal.
      Devemos, portanto, estar nos referindo a uma exceção ou 1a ocorrência de uma complicação do tratamento cirúrgico, ou por fim se a f;titula for complexa quando associada a outros diagnósticos como câncer do segmento anorretal, doença de Crohn ou retite atínia.
      Se a colostomia foi empregada em associação a uma técnica local para o manejo da fístula anorretal, o momento do seu fechamento depende da indicação do especialista que a confeccionou, gerarem te condicionado ao diagnóstico clínico e por imagem do fechamento da fístula.
      Att. e obrigado por seu email.

  34. Dr. Sérgio,
    Tive um irmão que faleceu com 43 anos de câncer do intestino.
    Fiz a colonoscopia, mas o médico não concluiu o exame, justificando que poderia perfurar o intestino. O mesmo médico também não concluiu o exame da minha mãe. Ele pode ter agido de maneira correta, mas achei estranho não concluir nem o meu nem o da minha mãe. Ele disse que iria passar uma radiografia. Nesse caso, até que ponto a radiografia irá dar uma precisão, já que são dois exames diferentes? Fico preocupada em não ter feito o exame completo, ainda mais com um parente de primeiro grau que faleceu tão jovem. Agradeço pela atenção.

    • Sua preocupação e legítima.
      Há necessidade de que vc tenha todo o seu intestino grosso examinado pela colonoscopia para conferir adequada proteção contra o câncer colorretal.
      E sua mãe, também.
      Bem, estima-se que para um indivíduo qualquer, a chance pré-exame de que sua colonoscopia seja incomplete é de no máximo 5%.
      O que fazer quando isso ocorre?
      Há um dilema sobre o assunto.
      Há evidência de que uma nova colonoscopia seja completa em mais de 90% dos casos.
      E, em cerca de 80% dessas repetições, nenhum equipamento especial foi empregado.
      Para os casos onde se estima que a tentativa está associada a um risco muito elevado de perfuração do intestino durante uma colonoscopia diagnóstica, a colonoscopia virtual (colonografia por tomografia computadorizada) ou a cápsula endoscópica do cólon estão hoje disponíveis.
      A limitação desses métodos de imagem é a impossibilidade de ser biópsias uma lesão ou de se remover um pólipo que porventura vierem a ser identificados.
      Seguimos a escola de repetir a colonoscopia, e com bom resultados.
      Essa é nossa opinião. Obrigado pelo email.
      Att.

  35. Fiz uma colonoscopia há 30 dias por ter sangramento nas fezes por 8 meses.
    Descobriram um pólipo no sigmóide medindo 2 cm.
    Ele foi retirado e foi feito biopsia resultando benigno de grau baixo.
    Só que depois de um mês ainda está sangrando todo os dias faz 30 dias.
    Tenho dores leves e constantes na região esquerda na altura da cintura e do osso da bacia.
    Quando tusso tenho uma dor nas costas.
    Não tive febre mas tenho essa dor constante.
    Pode ser um perfuração no intestino ou e a cicatrização do polipo que esta demorando mais tempo?
    Agradeço e obrigado

    • Você deverá repetir a colonoscopia para seguimento em dois anos.
      Quanto ao sangramento, é necessário reavaliar você por uma consulta com um proctologista.
      Se o restante da colonoscopia estiver normal e o sangramento for principalmente associado às evacuações ou no papel o diagnóstico de hemos;vidas deve ser considerado.
      Quanto à dor, não creio estar associada à polipectomia.
      Será necessário investiga-la também por uma consulta com um gastroenterologista ou proctologista.
      Obrigado por se email.

  36. Dr,Sérgio meu pai foi diagnosticado com pancolite erosiva intensa, gostaria de saber mais sobre essa doença.
    Se não for tratada adequadamente, quais complicações meu pai pode vir a ter?
    Ela pode evoluir para câncer? Se sim, há cirurgia?

    • Bem, pancolite erosiva intensa é um diagnóstico de colonoscopia.
      Isso significa que,salvo engano, deu pai tem um diagnóstico de doença inflamatória intestinal na forma de uma colite que acomete todo o cólon e o reto.
      Em sendo uma colite crônica, o diagnóstico mais provável é a retocolite ulcerativa inespecífico.
      Verificar o resultado da biópsia e investigar outras causas de colite se fazem necessárias, antes de iniciar o tratamento que é fundamentalmente medicamentoso e dietético.
      São empregados medicamentos como os aminossalicilatos e oc corticóides. Imunossupressores também podem ser empregados.
      O objetivo da assistência médica é:
      1. evitar que as crises ocorram
      2. quando ocorrerem, produzir a remissão dos sintomas
      Há algumas complicações que podem ocorrer como a colite aguda grave (quadro de colite associado a infecção abdominal e que não responde ao tratamento habitual ou domiciliar, necessitando de internação hospitalar e, eventualmente cirurgia de urgência), o sangramento, a perfuração do intestino e, sim, o câncer.
      Todos são muito raros e é muito provável que o seguimento regular com especialista pode prevenir todas essas complicações.
      Sim, há cirurgia para os casos que não respondem ao tratamento clínico, e também para os casos de câncer, com bom resultado.
      O segredo para viver bem com a colite ulcerativa é o seguimento com um especialista experiente.

  37. Estou grávida de 8 semanas e tenho andado com diarreia constantemente.
    Estou muito preocupada pois é um dos sintomas do câncer nos intestinos.
    Qual o exame que posso fazer para tirar as minhas dúvidas?

    • Bem, a diarréia não é um sintoma comumente associado ao câncer do intestino.
      A alteração recente do hábito intestinal, o sangramento, o aumento do número de evacuações com sensação de evacuação incompleta, ocorrendo isoladamente ou em associação de por um intervalo superior a 30 dias são sintomas que merecem que o câncer do intestino seja investigado/descartado.
      O que você deve fazer é procurar um gastroenterologista ou um coloproctologista.
      Após uma entrevista detalhada, o exame direto do reto e do sigmóide sem necessidade de preparo ou sedação devem ser indicados.
      A colonoscopia poderá ser indicada se a retossigmoidoscopia for negativa mas sobretudo se a diarréia persistir.
      A sua idade e a existência de antecedentes familiares de primeiro grau do câncer do intestino devem também estar associados à presença da diarréia para avaliar a necessidade da colonoscopia.

  38. Fiz a retirada total do reto devido a um tumor,não foi preciso quimioterapia ou radioterapia.
    Usei bolsa de colostomia por três meses.
    Quero saber se é normal a vontade de ir ao banheiro o tempo todo, pois vou umas dez vezes no dia e fico com a sensação de que estou querendo evacuar mais.

    • A remoção cirúrgica do reto representa uma operação delicada.
      Além disso, ela não ocorre livre de sequelas.
      A principal sequela tardia que ocorre após a retirada total ou parcial do reto está adequadamente descrita por você e é a síndrome pós-ressecção anterior do reto.
      O reservatório retal é um fator importante na preservação da continência anal, isto é, a capacidade de segurar as fezes.
      A retirada do reto leva a um aumento no número de evacuações, sensação d evacuação incompleta, e em alguns casos, a episódios de escape fecal ou incontinência.
      A magnitude e a evolução desses sintomas depende:
      1. da idade do paciente
      2. do uso de radioterapia
      3. da ocorrência de complicações pós-operatórias
      4. do hábito intestinal do paciente antes da cirurgia,
      5. se foi construído um reservatório de cólon para substituir o reto ou não, e
      6. da presença do diabetes mellitus.
      De um modo geral, a maioria dos casos evoluiu favoravelmente de forma espontânea ou após intervenções clínicas realizadas pelo médico que a operou como correções na dieta e o uso de antiperistálticos como o Imosec.
      Os melhores resultados funcionais são observados pós um intervalo tradicional de dois anos, após o que a melhora pára de ocorrer.

  39. Olá! Minha mãe teve problema de hemorróidas há três anos atrás.
    Ela tem constipação.
    Abriu uma fissura nela por causa de tudo isso que aconteceu e ela fez uma cirurgia pra fechar essa fissura mas abriu de novo por causa da constipação dela.
    Ela sente muita dor ao usar o banheiro, já foi em vários médicos especialistas.
    Todos dizem que mesmo se ela fizer outra cirurgia o problema dela vai voltar de novo,nada adianta… Nem pomadas,remédios ou supositórios, o que pode ser feito?
    Ela fuma. Isso pode contribuir pra tudo isso?

    • A constipação parece ser a causa inicial da fissura anal.
      A fissura anal parece ser crônica. Por isso, motivo a tentativa de cicatrização por meio da cirurgia.
      A flaha de cicatrização da fissura anal crônica após cirurgia é rara, estimada em menos de 5%.
      Por isso, a primeira providência seria rever o diagnóstico e a cirurgia realizada.
      A constipação intestinal deve ser tratada de uma forma eficaz.
      Essa é a medida inicial da abordagem da fissura anal crônica.
      Uma boa reavaliação clínica pelo exame proctológico tem que ser feita par buscar se há hipertonia anal ou não ao toque digital do reto.
      Se não houver, eu recomendaria investigação fisiológica pela eletromanometria anorretal.
      Se houver hipertonia, o tratamento farmacológico com o emprego do diltiazem por via tópica pode ser iniciado.

  40. Minha filha passou por exame de enema opaco do qual o resultado foi dolicocólon.
    O RX 24 horas após o enema deu o seguinte resultado: dolicocólon com meio de contraste abundante em transverso, descendente e sigmóide.
    Poderia me explicar o que seria esse resultado?
    Estou em desespero.

    • Dolicocólon significa uma aumento do comprimento do intestino diagnosticado pelo enema opaco.
      Tanto esse resultado quanto a retenção do meio de contraste no RX de abdome realizado 24h após o exame não são achados especificamente associados a nenhuma condição, e muito menos a nada grave.
      Sugerem, no entanto que sua filha esteja sofrendo de constipação intestinal, o que a depender da idade dela, é um resultado bastante comum e repito, novamente temporário.
      Por favor retorne ao colega que solicitou o exame para que ele continue a condução do caso.

  41. Minha filha de 7 anos tem muita dificuldade em evacuar.
    Passei ela com o gastro e o mesmo pediu alguns exames: RX enema opaco e US abdomen total.
    O resultado do enema foi DOLICOCÓLON e o US foram gases.
    A barriga dela é grande e do lado esquerdo do abdomen tem uma parte inchada.
    Estou muito preocupada! O que significa DOLICOCÓLON? É grave? Tenho como cuidar?

    • Há uma enorme chance de que sua filha, na idade em que está, seja um caso de encoprese.

      Antigamente também classificada como megacólon psicogênico.

      A encoprese é um distúrbio funcional caracterizado por retenção ou impactação fecal involuntária.

      Trata-se de um distúrbio temporário e portanto passageiro.

      E funcional, ou seja, não há uma causa orgânica para ele.

      A constipação (intestino preso com gases e episódios de escape fecal – vestes sujas) deve ser tratada com um bom pediatra ou gastroenterologista infantil. Requer laxantes e treinamento intestinal.

      Os exames que vc mencionou são sim compatíveis com essa hipótese diagnóstica.

      Porém uma entrevista e um exame físico bem conduzidos em uma consulta médica são fundamentais para fechar o diagnóstico ou solicitar mais exames.
      Dolicocólon é um resultado de exames radiológico do intestino grosso que significa aumento do comprimento do intestino.

      Na encoprese, sua ocorrência é característica e esperada, além de tida como reversível após o sucesso do tratamento ou o amadurecimento do sistema nervoso entérico.

      Não há motivo para se preocupar.

  42. Olá , moro no japão e minha esposa foi dignosticada com câncer colorretal, com metástase no fígado.

    Como moramos no japão o idioma dificulta um pouco a busca por informações mais detalhadas de outros profissionais especializados na área, por isso, estamos nos baseando em buscas na web, o que gera muita incerteza e dúvidas. Em especial na minha esposa, pois temos 3 filhos sendo que a menor têm apenas 10 meses.

    Então , tenho 3 dúvidas:

    1º gostaria de saber se este já é um estado avançado da doença

    2º sobre a taxa de sobrevida dos pacientes, em artigos encontrados na web diz-se que, 20%~30% com sobrevida de 5 anos. Esses dados são atuais?

    3ª devido a idade da minha esposa, apenas 35 anos, e o histórico familiar, tios(familia do pai dela) e avô (família da mãe) diagnostidos com o mesmo tipo de câncer, gostaria de saber com que idade nossos filhos deveriam fazer o exame ( filha com 11 anos e um filho de 9 anos).

    • Olá, obrigado por seu email.

      Desejo que sua esposa tenha uma breve e completa recuperação.

      1. Não fique buscando muitas respostas na Internet. O que está na Internet muitas vezes é correto. Mas é impossível que ele se aplique com precisão para um caso em particular.

      2. Sim, é um estágio avançado..

      3. Quanto à sobrevida, é o que eu dizia no item 1. Várias casuísticas têm 30-40%. Outras exibem 50-60%. Por outro lado pode ser que sua esposa tenha uma chance enorme de estar viva 5 anos após o tratamento. Dependerá se a cirurgia poderá remover tanto o tumor primário no intestino como todas as metástases. Se quimo e radioterapia para o tumor no reto serão empregadas. Caso não possa remover todas as metástases no fígado, terapias como radioablação, criocirurgia e embolização podem ser empregadas, e por fim, dependerá da resposta dela à quimioterapia sistêmica pós-operatória. Como a resposta de um paciente a todos esses tratamentos é muito variável, escolher um número na Internet é uma aposta perdedora..

      4. Sobre o momento do início da vigilância, dependerá se o câncer que apareceu na sua família é familiar ou não. Pela idade de sua esposa, há uma grande chance de que seja. Exames realizados no(s) tumor(es) que vier(em) a ser removido(s) cirurgicamente de sua esposa podem dar uma pista disso e testes genéticos específicos podem dar a resposta exata.Se nenhum desses estiver disponível, assuma como sendo o câncer de fato familiar. Nesse caso, a colonoscopia de prevenção deve ser realizada a cada um ou dois anos a partir dos 20 ou 25 anos.

      Boa sorte para vc, esposa e família.

  43. Da primeira vez em que fiz uma colonoscopia, tive um comecinho de câncer.
    Tenho retocolite ulcerativa.
    Fiz outra colo há dez dias e deu pólipos e diverticulite.
    Como vai demorar para passar no médico, estou bem preocupada.
    Será que pode ser câncer?

    • Bem, se vc realmente tem retocolite, se ela é de longa evolução (mais de sete anos) e se em alguma biópsia endoscópica, vc teve uma neoplasia (vc se referiu a isso como um comecinho de câncer), você deve discutir com seu médico a necessidade de se operar.

      Pois uma das finalidades de se operar um paciente com retocolite ulcerativa é prevenir o câncer do intestino.

      Por outro lado, é muito estranho você ter retocolite de longa evolução e divertículos..

      Quanto ao pólipo, somente o estudo anatomopatológico dele poderá dizer se é câncer ou não, desculpe não poder te antecipar.

      Mas acho que seu caso precisa de uma revisão!

      Obrigado por seu email

  44. Meu marido fez uma cirurgia para retirada de divertículos em 2010.
    Agora tem feito colonoscopias quase uma vez por mês, pois está com anastomose no colon sigmóide com suboclusão.
    Esse seria o procedimento correto?
    Fazer colonoscopias várias vezes pode ser prejudicial?

    • A estenose (o estreitamento) de uma anastomose (sutura intestinal) que é realizada durante uma cirurgia intestinal é uma complicação tardia bem conhecida do tratamento cirúrgico e tem uma abordagem padronizada.
      Quando há sintomas – cólicas, alteração do hábito intestinal com diarréia e distensão abdominal com vômitos nos casos mais graves – o tratamento está indicado.
      A abordagem inicial é de fato a dilatação endoscópica.
      E, quando a dilatação endoscópica passa a não funcionar, considera-se a reoperação, embora esta às vezes possa ser de realização difícil..
      Não há de fato muito problema em repetir colonoscopias se for por um bom motivo.
      Há várias perguntas que eu precisaria fazer antes de dizer se o tratamento está Ok ou não:
      1. há sintomas que possam ser atribuídos a um estreitamento (estenose) da anastomose (sutura que foi feita por ocasião da cirurgia)?
      2. as dilatações estão tendo sucesso? Em outras palavras, após dilatar, é possível passar com o colonoscópio pela zona de estreitamento?
      Por favor, sugiro que você retorne ao especialista que está conduzindo o caso e questione sobre essas dúvidas.
      Att.

  45. Meu esposo fez uma cirurgia pra retirada de um tumor de 5 cm do cólon.
    Após três dias da cirurgia ele teve uma dobra no intestino e voltou novamente pro centro cirúrgico.
    Ele usou uma bolsa de ileostomia por 8 meses.
    Ele fez radio, quimio e fez vários exames e Graças a DEUS não tem metástase.
    Há dez meses ele voltou a por o intestino pra dentro, e desde então ele não para de ir ao banheiro umas 10 vezes ao dia e solta uns gases fedidos.
    A doutora já deu vários medicamentos e nada resolve..O que fazer?

    • Obrigado por seu email.
      Fico feliz de saber que após a complicação, seu esposo evoluiu bem.
      Quanto ao odor, talvez nada, é difícil dizer, certamente consultar de novo o cirurgião, um gastro ou mesmo uma nutricionista e ver se há alguma coisa errada na dieta, o que eu acho difícil na medida em que pacientes operados do intestino quase sempre adotam hábitos alimentares saudáveis.
      Quanto ao número aumentado de evacuações após 10 meses, depende de algumas coisas que precisam ser investigadas:
      1. da operação que foi feita – de um modo geral quanto mais extensa a operação e maior o segmento de intestino grosso removido, maior é a frequência evacuatória;
      2. se tudo está bem com a anastomose (a sutura intestinal). Isso pode ser investigado através de uma colonoscopia. Estreitamentos de uma sutura (anastomose) podem sim se manifestar como um aumento do número de evacuações
      3. se há uma colite associada, infecciosa, inespecífica, ou associada a antibióticos. Novamente, a colonoscopia pode ajudar.
      4. se existem complicações da radioterapia. Esse tipo de complicação poderia evoluir com aumento do número de evacuações.
      Na eventualidade de serem adequadamente afastadas essas hipóteses que levantamos, poderíamos incluir seu marido como portador de uma sequela completamente benigna da cirurgia retal (se é que a cirurgia foi no reto, aparentemente sim) que e a síndrome pós-ressecção anterior. Nessa ocorrência, o intestino acaba por se adaptar em até dois anos à perda do reservatório retal que teve se ser extirpado em função da doença. Antidiarréicos podem ser usados nessa situação, com bons resultados.
      Att.,
      Sergio

  46. Boa tarde!!

    Gostaria de receber informações relacionadas a dificuldades para evacuar em pacientes operados no reto, que passou por quimioterapia e radioterapia.

    Também, o que pode ser feito para diminuir os efeitos dessa dificuldade.

    Obrigado!!

    • Oi, Francisco.
      Existe a chance de nada ter a ver com a cirurgia.
      No entanto, uma complicação da anastomose (da sutura intestinal, da emenda) deve ser descartada de imediato antes de passarmos para o diagnóstico de uma constipação funcional, eventualmente relacionada à cirurgia ou não.
      Para diagnostica-la, vc precisa retornar ao seu cirurgião.
      Um exame no consultório ou uma colonoscopia podem rapidamente descarta-la.
      A dificuldade para evacuar é aliviada por fibra dietética, água ou laxante?
      Essas são iniciativas que vc já pode iniciar.
      Por fim, para as causas funcionais, insuspeitadas e não-relacionadas ao tratamento oncológico, vc precisa de exames, OK?

  47. Tenho colite ulcerativa fui operada de emergencia pois tive hemorragia , tirou meu intstino grosso ficou apenas 15 cm para tentar ligar depois só. que vai precisar tirar tudo pois o reto nao está Legal, gostaria de saber como e o recuperaçao dessa cirugia uma vez que vou fazer a bolsa ileal, e como e a segunda depois para ligar sera que vou conseguir segurar as fezes?
    Rosemere

  48. Eu tenho endometriose uterina; sofro muito ; tenho certa duvidas sera que devido a minha dificuldades de evacuar esta relacionada com problema uterino ?

    • Prezada Míriam, difícil dizer com certeza sem entrevista, exame físico e exames subsidiários.
      Muitas vezes não é possível concluir exatamente na entrevista em que momento essa constipação começou.
      De qualquer forma, na entrevista com um bom gastroenterologista ou proctologista, já é possível obter uma posta.
      E há exames para comprovar.
      De um modo geral, a resposta é não: uma coisa não tem nada ver com a outra.

  49. Preciso fazer colonoscopia. Porém a primeira que fiz há cinco anos desmaiava de dor depois dos quatros comprimidos todos de uma vez e quando tomei aquele líquido transparente? Pensei que ia morrer, ninguém dormiu comigo nesta noite. Por favor não existe outra maneira menos sofrida? Me ajude!

    • Existe sim.
      Você pode simplesmente não tomar os comprimidos de Dulcolax.
      Mas para isso, será necessário entrar em contato com o médico responsável no local onde você fará o exame e conversar com ele ou ela sobre essa opção, OK?

  50. Olá Dr., fui recentemente diagnosticada com fissura anal e foi receitado pomada de diltiazem 2% com lidocaína 2%, no entanto, sou enxaquecosa desde a adolescência. Gostaria de saber se somente a pomada de nitroglicerina pode causar cefaléia ou se também a pomada de diltiazem causa esse efeito secundário? Desde já agradeço.

    • A chance de ter cefaléia com diltiazem é muito menor do que com nitratos.
      O melhor jeito é tentar e ver o que ocorre.
      em ela ocorrendo, para tentar terminar o tratamento clínico, a dose pode ser diminuída.

  51. Fiz uma colonoscopia mais deu inconcluso,não pode terminar o exame, pois o resultado foi compressão extrínseca no sigmóide, o que significa isso? é cancer?

    • Não significa câncer.
      Significa que o examinador não pôde ultrapassar uma determinada região do intestino.
      Isso pode resultar de uma compressão a partir de um órgão diferente do intestino, uma aderência ou uma lesão externa qualquer ao intestino.
      Retorne no médico que pediu o exame.
      Uma colonoscopia virtual ou uma tomografia podem ser pedidas a depender do motivo que justificou o exame.

  52. Minha mão tem 70 anos e fez uma cirurgia de colostomia a um m~es esta sendo muito dificil porque a bolsa não segura na pele ela fica com apele irritada. Ja procuramos orientações para usar os medicamentos que proteje a pele estamos usando mas mesmo assim esta dificl. Pelo que estpu lendo acho que tem a ver com a alimentação. Muitas das vezes estmaos colocando a bolsa e ja vem o liquido vaza na hora da colocação. Seria possivel você me dar uma orientação? Muito obrigada.

    • Nesse caso, entendo que a melhor opção a ser realizada é uma consulta com uma enfermeira estomaterapeuta.
      é uma especialidade que está representada no Servico Público e na Medicina Suplementar também.

    • Quando o tumor maligno do reto está situado próximo ao ânus, duas preocupações se fazem evidentes:

      1. para remover o tumor com radicalidade oncológica (o que é fundamental para a cura), pode ou não ser necessário remover o ânus. Muito frequentemente, no entanto, e felizmente, é possível preservar o ânus e realizar uma reconstrução do intestino grosso com o ânus, o que exige uma ileostomia (uso da bolsinha) apenas temporária e que pode ser fechada após 8 semanas.

      2. a chance de que o tumor retorne no seguimento após o tratamento é maior quando comparada com os tumores de reto situados mais distantes do ânus. Por isso, uma avaliação muito boa no pré-operatório com ressonância magnética dedicada e por equipe experiente se faz necessária. Frequentemente, nesses casos, o tratamento inicial por quimo e radioterapia antes da cirurgia beneficia o paciente. Além disso, uma cirurgia radical e bem executada também faz a diferença. Por último, pode ser necessário realizar a quimioterapia sistêmica pós-operatória, daí a necessidade também de incluir desde o início o acompanhamento por médico oncologista experiente.

  53. FIZ O EXAME COLONOSCOPIA. RESULTADO NORMAL, PORÉM TENHO HEMORROIDA QDO FAÇO COCÓ SAI PARA FORA E TENHO QUE COLOCAR PARA DENTRO . NÃO SAI SANGUE, SÓ DOÍ NA HORA QUE ESTÁ PARA FORA. AGORA O QUE PRECISA SER FEITO. PRECISA OPERAR OU NÃO?

    • Bem, se os sintomas forem frequentes e não melhorarem com o tratamento clínico, sobretudo com a correção da constipação, creio que sim, a cirurgia deverá ser a melhor opção.
      Mas cabe por favor a avaliação minuciosa feita pelo médico proctologista.
      Atenciosamente.

  54. Fui diagnosticada em 2014 com colite erosiva de leve intensidade em sigmóide, fiz tratamento com mesalazina via oral e supositório. No ano seguinte repeti a colonoscopia que deu normal. Fiz o desmame da medicação e pouco tempo depois o sangramento nas fezes voltou. Retomei o tratamento com mesalazina e em fevereiro passado fiz uma nova colono que deu negativa.
    Voltei a fazer o desmame e tomo um comprimido de mesalazina 500mg por dia, mas percebi que o sangramento está voltando.
    Isso pode indicar algum outro problema que necessita de investigação/exames diferentes da colonoscopia?
    Obrigada!

  55. Gostaria de saber qual o regime alimentar para pessoas com divertículo, quais as sementes que não podem ser consumidas e quais os tipos de cereais que não afetam o problema?

    • A dieta é a mesma que todo adulto deve assumir para levar uma vida saudável.
      Favorecer o consumo de fibras.
      Aumentar a ingesta de líquidos.
      evitar o consumo de gorduras e calorias em excesso.
      Mas não há necessidade de se evitar o consumo de caroços ou sementes.

  56. Boa noite, gostaria de saber se existe algum dispositivo que possa ser instalado na ileostomia para direcionar o conteúdo para fora da ferida em casos de deiscência da ileostomia, como uma sonda retal por exemplo . Obrigada
    Tábita

    • Existem dispositivos coletores especiais onde a placa que adere à pele do paciente é convexa, o que permite que o conteúdo seja direcionado para dentro do coletor. Vale a pena experimentar

  57. Bom dia Dr. Tenho hemorroidas grau 3 (muito sangramento). Qual a cirurgia mais indicada? Não queria fazer a tradicional por causa do pós operatório.

    • Sim, é possível que para o seu caso, mesmo sendo um caso de doença no grau 3, possa ser indicada uma técnica não-excisional, como o grampeamento (PPH) ou a desmaterialização (THD).
      O mais adequado é passar em avaliação com um profissional com experiência nessas técnicas.

  58. Olá. Fui diagnosticada com dolicocolon e síndrome do intestino irritável. Depois de tratamento com nutricionista, continuo fazendo dieta e tomando probiótico e prebiótico e meu intestino funciona de forma nada regular. Contudo, exalo gases incontroláveis e fétidos o dia todo. Para passar os gases é necessário fazer cirurgia? Por favor, aguardo uma resposta pois isso está acabando com minha vida. Obrigado pela atenção.

    • Creio que a cirurgia não deve ser indicada par exclusivo controle do sintoma de gases (flatulência).
      Você precisa de um adequado tratamento da constipação e provavelmente iniciar o tratamento medicamentoso para síndrome do intestino irritável

  59. Fiz uma cirurgia de câncer de reto que foi retirado um tumor.
    Após um mês, tenho indo ao banheiro defecar com mais frequência. Isso é normal?

  60. Olá Dr. Fiz a ligadura elástica há 2 dias, e ao evacuar notei o prolapso da hemorróida, eu já tinha esse prolapso antes do procedimento. Fui diagnosticado com hemorróidas internas de grau 2. Isso é normal ou pode indicar falha no procedimento?

    • Bem, é difícil saber.
      Mas creio que mais provavelmente indique isso mesmo, uma falha da ligadura elástica em resolver os sintomas.
      Sugiro que vc retorne ao seu médico com brevidade para ele indicar possivelmente outro tratamento.

  61. Ola tive um abscesso anal faz 20 dias e ainda sai pus.
    Meu medico fala que não é hora de mexer na fistula pq não criou caminho.
    É verdade que tenho que aguardar tanto tempo?

  62. Boa tarde. Gostaria de saber qual é a margem de segurança para retirada de um tumor (adenocarcinoma) no reto. Ele tá localizado a 2cm do ânus e tem 10cm de extensão, estágio 3. O quanto além do tumor é cortado?

    • Essa é uma pergunta muito pertinente.
      A margem para baixo do tumor por ser tão pequena quanto 1 cm.
      Porém é necessário ter absoluta confirmação de que não há invasão da musculatura anal.

  63. Dr Sergio: Tenho diagnóstico de divertículos há 15 anos. Nunca precisei de internação, embora tenha tido várias crises, que foram tratadas com antibióticos. No ano passado tive seis dessas crises. Neste ano já tive duas.É indicada cirurgia nesse caso? Emocionalmente não consigo lidar com isso, pois tenho excessiva ansiedade e acho que também depressão, em assunto de saúde.

    • Após esse número de crises, as quais, creio, foram, pelo menos algumas delas, confirmadas por tomografia computadorizada, o cenário mais provável é aquele que o Sr. já conhece: as crises de diverticulite deverão continuar ocorrendo. Possivelmente, nem mais leves ou mais graves do que as anteriores.
      Na medida em que elas não atrapalharem sua vida pessoal ou profissional, é possível até continuar com elas.
      Inclusive, é provável que a maioria delas não precise nem de antibióticos.
      O problema é quando e se ocorrerem em um momento importante de sua vida: num evento, numa viagem, numa transição qualquer.
      Por esses motivos, eu defendo sim, a indicação cirúrgica em casos como o seu.

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